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| Primeira Semana em Poznan |
domingo, 21 de fevereiro de 2010
Quantos tijolos terão sido necessários para fazer este tijolo?
E pronto. A minha primeira semana de Erasmus na Polónia já acabou.
Assim sendo vou recapitular de memória alguns dos acontecimentos mais marcantes dos últimos dias.
Na segunda-feira de manhã conheci a minha mentora, uma rapariga muito simpática chamada Daria que é estudante de direito. As primeiras fotos que podem ver em cima foram tiradas enquanto esperava por ela junto à reitoria (não esperei muito).
Na terça-feira foi o dia das boas-vindas aos Erasmus. Vários representantes da Universidade explicaram-nos as regras e entre muitas outras coisas fiquei a saber que se traficar droga na Polónia posso apanhar prisão perpétua. Sim, porque estas coisas é sempre bom saber não vá o diabo tecê-las.
Na reunião havia gente de todo o lado mas eu era o único Português. Não estava nada à espera e fiquei um pouco triste. Os turcos por seu lado eram mais do que as mães e os espanhóis as grandes estrelas. Não só por serem os mais barulhentos mas também porque a cultura espanhola está na moda entre os polacos. Vá-se lá saber porquê.
Depois das formalidades conheci um rapaz polaco que esteve em Aveiro a fazer Erasmus no primeiro semestre e que tinha acabado de voltar para casa.
Disse-me que gostou muito do país mas que não aprendeu Português. Talvez por isso levou para a cerimónia uma camisola que uns amigos lhe deram impressa com a sugestiva frase "Quem vê c** não vê corações" que me fez partir a rir.
Quarta-feira fui finalmente ver o Avatar (gostei) e à noite fui assitir a um encontro de portugueses no Cacao Republic, um chocolat-bar mesmo no centro da cidade. Um português contou um conto de Miguel Torga e depois fomos todos conhecer o Mistura, um bar português acabadinho de abrir muito perto dali. Surpreendeu-me a quantidade de polacos que aderiram à iniciativa "Contos da Lua Nova" que uma polaca com ligações afectivas ao nosso país decidiu recriar baseando-se nos "Contos da Lua Cheia" da biblioteca de Évora.
Na quinta fui ter a minha primeira aula. Quando lá cheguei a sala estava em obras. Disseram-me que só para a semana é que havia aula. Aproveitei então para dar mais um passeio pela cidade (espero mostrar-vos um pouco de Poznan em cada uma das entradas do blog).
Sexta-feira foi o dia em que tive a minha primeira aula na Polónia. Foi-me dada por um prof. Irlandês e tive a oportunidade de conhecer de perto a afamada qualidade dos alunos polacos. E eles não desiludiram, são mesmo fantásticos.
E para encerrar esta entrada que já vai longa quero dizer-lhes que apenas o meu ego é que ficou magoado depois da minha primeira experiência a "patinar" no gelo. Confesso que me senti como um elefante numa loja de porcelana.
Em cima podem encontrar algumas fotos de Poznan.
Boa-semana!
terça-feira, 16 de fevereiro de 2010
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010
O que fazer numa tarde fria em Berlim? Ler Vergílio Ferreira, é claro!
Olá a todos!
Acabei de chegar a Poznan, Polónia, e decidi que era a altura ideal para começar a partilhar algumas das experiências mais curiosas que por cá me vão acontecendo.
A semana passada estive em Berlim, Alemanha, durante alguns dias. Para além de ter ido espreitar os monumentos mais emblemáticos da cidade, também aproveitei para brincar na neve, perseguir involuntariamente estrelas de cinema durante os primeiros dias da Berlinale e ler Vergílio Ferreira no quentinho da biblioteca do Instituto Ibero-Americano de Berlim.
Entretanto, fui gravando na memória algumas imagens curiosas que gostava de partilhar convosco: A neve é fantástica, o gelo um teste constante à capacidade inata de permanecer em pé. Na Alemanha come-se muito bem ou muito mal dependendo de virar à direita ou à esquerda seguindo as indicações de pessoas que utilizam mais de uma língua para se exprimir. Um alemão a falar inglês com um sotaque cerrado é quase tão cómico como um espanhol. E sobretudo, uma das coisas que mais me apercebi foi de que afinal não há assim tantas diferenças entre nós. E por nós quero dizer os povos e as cidades. Os portugueses, que se sentem tão bem a falar mal sobre o seu país, podem surpreender-se pelo facto de o metro de Lisboa ser muito melhor do que o de Berlim. Ou então estar sentado num cinema à espera de ver um qualquer filme e em vez disso aparecer um alemão com uma cesta debaixo do braço a vender gelados como se fossem bolas de Berlim quando lá fora estão 7 graus negativos. E também pelo simples facto de o Lidl ser tão mau cá como lá.
E pronto, acho que para uma primeira entrada no blog já chega. Um pouco mais acima podem encontrar algumas das fotografias que tirei na capital alemã.
Um abraço da Polónia para todos e até depois.
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